Presidentes e governadores mantiveram por décadas 75% dos maranhenses com renda inferior a um salário mínimo.

Por Ricardo Murad, ex-secretário de Saúde do Maranhão, ex-deputado e ex-prefeito

“Enriqueceram o estado, concentraram renda em mãos de poucos. Precisamos de um governador para enriquecer o povo.”

Com todo o respeito, me pergunto, como o governo deu condições ao Mateus, sediado num estado com 75% de sua população na pobreza, portanto um povo sem poder de compra, com a renda per capta mais baixa do Brasil, R$ 676,00, se transformar no nono bilionário brasileiro? Tem muito dinheiro do nosso povo drenado para os seus cofres. Não tenham dúvida disso. Não culpo o Mateus, aproveitou os incentivos fiscais e o monopólio do mercado que lhe deram.

Por isso a necessidade de um governador que ponha fim a esse ciclo concentrador de renda e inicie un novo, voltado para enriquecer as pessoas, trabalhadoras e trabalhadores, profissionais autônomos, os milhões do mercado informal, o comércio em geral que está penando para sobreviver sem condições de enfrentar os grandes conglomerados abarrotados de incentivos fiscais. E o que falar da nossa indústria, da genuína maranhense, hoje praticamente em extinção? E a indústria da construção civil amarrada por falta de uma legislação que promova sua expansão. São Luís é um exemplo.

Está travada por falta de um plano diretor adequado aos dias atuais. Mais de 75% dos maranhenses vivem com menos de um salário mínimo por mês. E desses 60% são pobres ou extremamente pobres. Esse é o nosso desafio. Encerrar o ciclo concentrador que por anos a fio privilegiou uma minoria e iniciar um novo que democratize e desconcentre a renda. Saber quem tem coragem e capacidade para esse enfrentamento. Eu estou pronto para ajudar nessa luta.

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