PODE ISSO, BRAIDE? Pagando passagem mais cara, população de São Luís sofre com ônibus no “prego” e superlotação
Por Imirante.com (editado)
Quase 8h da manhã, aquele horário de correria para chegar ao trabalho, escola ou faculdade, muita gente nas paradas, ônibus lotados… O dia a dia da população que depende do transporte público começa caótico. E se engana quem pensa que a situação não tem como piorar.
Na manhã de ontem, primeiro dia do mês, na avenida Jerônimo de Albuquerque, no Bequimão e na Cohab, uma surpresa desagradável: falhas mecânicas em dois ônibus interromperam as viagens deixando os passageiros no caminho.
Segundo nota da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), os passageiros prejudicados foram realocados em outros coletivos. Foi constatado que houve problemas mecânicos. Os consórcios responsáveis pelos ônibus no “prego”, Upaon Açu e Via SL, foram acionados para a remoção dos veículos, ainda de acordo com a pasta.
Cena comum de ser ver na ruas de São Luís, onibus no “prego” deixando passageiros pela metade do caminho. Desta vez, um ônibus que faz a linha bairro da Cidade Olímpica/Terminal do São Cristovão, não concluiu a sua viagem e deixou os passageiros no bairro da Cidade Operária.
Noite de ontem, (01) outro ônibus quebrou próximo ao elevado da Cohama. Passageiros que voltavam do trabalho tiveram que esperar quase meia hora para seguir o trajeto de volta para casa.
Uma outra situação também registrada e que circula nas redes sociais é de um motorista que luta para desemperrar o elevador do veículo para transportar um cadeirante em ônibus que faz parte do Sistema de Transporte Público de São Luís.
O cenário não é de hoje. A população que depende dos coletivos está pagando mais caro para usufruir dos serviços nestas condições. A tarifa de ônibus aumentou 30 centavos no último dia 19 de fevereiro. Os preços das passagens subiram para R$ 3,70 (linhas não integradas) e R$ 4,20 (linhas integradas).
Em seguida, as linhas que operam no sistema semiurbano de passageiros e Expresso Metropolitano também tiveram aumento da tarifa.

Ontem, o Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon-MA) ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) para reduzir o valor das passagens de ônibus em São Luís.
Entre os pontos questionados pelo Procon-MA, e que deverão ser explicados pela gestão municipal, estão a composição do cálculo que levou ao reajuste de R$ 0,30, assim como o não cumprimento da obrigatoriedade de oferta de ar-condicionado em 80% da frota em circulação na cidade, ambos presentes no Contrato de Concessão que regulamenta a prestação do serviço de transporte coletivo na capital maranhense (nº 017/2016).
