
Operação Mulher Segura soma 547 prisões e intensifica ações de proteção às mulheres no Maranhão
A Operação Mulher Segura contabilizou 547 prisões no Maranhão entre junho e setembro de 2026, resultado das ações de enfrentamento à violência contra a mulher desenvolvidas pelas forças estaduais de segurança. Desse total, 466 prisões ocorreram em flagrante e 81 foram realizadas em cumprimento de mandados judiciais.
Somente nos meses de agosto e setembro, a Polícia Civil do Maranhão registrou 2.178 vítimas atendidas e 302 medidas protetivas acompanhadas.
No mesmo período, a Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar, realizou 1.056 atendimentos e fiscalizou 898 medidas protetivas de urgência, reforçando o trabalho de acompanhamento e proteção às mulheres em situação de violência.

Executada no estado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), a operação mobiliza a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Perícia Oficial e o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, com ações voltadas à prevenção da violência doméstica e familiar, ao acolhimento das vítimas, à investigação dos crimes e à responsabilização dos agressores.
Além das atividades operacionais, a mobilização contempla palestras, capacitações, campanhas educativas e iniciativas de aprimoramento dos serviços de atendimento, fortalecendo a atuação integrada das forças de segurança e a articulação com a rede de proteção às mulheres.

A secretária de Estado da Segurança Pública, coronel Augusta Andrade, destacou que os resultados refletem o trabalho desenvolvido pelas instituições e a importância da continuidade das ações de enfrentamento à violência contra a mulher.
“Nosso trabalho envolve desde a prevenção e o acolhimento até a investigação e a responsabilização dos agressores. Estamos fortalecendo a atuação integrada das forças de segurança, ampliando a fiscalização das medidas protetivas e investindo na qualificação dos profissionais que atendem essas mulheres. Mas esse enfrentamento também exige a participação de toda a sociedade. Denunciar, acolher e orientar são atitudes fundamentais para romper o ciclo da violência e preservar vidas”, ressaltou a secretária.
Prisões e combate à violência doméstica
A Polícia Civil do Maranhão intensificou as ações de investigação e repressão aos crimes praticados contra mulheres. Entre junho e julho, foram realizadas 242 prisões em flagrante e cumpridos 31 mandados de prisão.
Nos meses de agosto e setembro, foram outras 223 prisões em flagrante e 50 prisões em cumprimento de mandados judiciais, conforme os dados registrados no sistema de acompanhamento da Operação Mulher Segura, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
Entre as prisões em flagrante realizadas no último bimestre, destacam-se 94 por lesão corporal, 51 por ameaça, 25 por descumprimento de medidas protetivas de urgência, seis por estupro e três por tentativa de feminicídio. Também foram registradas prisões por perseguição, violência psicológica, crimes contra a honra e outras tipificações.

No mesmo período, a Polícia Civil atendeu 2.178 vítimas e acompanhou 302 medidas protetivas. As ações contaram com a mobilização de 331 policiais e o emprego de 86 viaturas.
Os resultados refletem a atuação das unidades policiais no atendimento às denúncias, na realização de diligências, no cumprimento de determinações judiciais e na adoção de medidas para interromper situações de violência e garantir a proteção das vítimas.
Patrulha Maria da Penha reforça fiscalização e prevenção
A Polícia Militar do Maranhão, por meio da Patrulha Maria da Penha, realizou 1.056 atendimentos e fiscalizou 898 medidas protetivas de urgência nos meses de agosto e setembro. A atuação também resultou em uma prisão em flagrante, além de ações de orientação e acompanhamento de mulheres em situação de violência.
As atividades foram desenvolvidas em municípios como São Luís, Cururupu, Buriticupu, Coroatá, Balsas e Bom Jesus das Selvas, com visitas de acompanhamento, reuniões com a rede de proteção, palestras, blitz educativas, rodas de conversa e distribuição de materiais informativos.

Em Cururupu, foram realizadas capacitações com 75 participantes e palestras em duas escolas, alcançando aproximadamente 225 alunos e colaboradores. Em Bom Jesus das Selvas, uma atividade educativa reuniu cerca de 420 participantes, enquanto em Buriticupu foram promovidas palestras, reuniões institucionais e ações de conscientização em parceria com a rede local de proteção.
As atividades também envolveram instituições de ensino, unidades de saúde, órgãos municipais de assistência social e entidades de apoio às mulheres, fortalecendo a articulação entre os serviços de segurança pública e a rede de atendimento.
Em São Luís, no mês de setembro, uma denúncia de possível descumprimento de medida protetiva de urgência, acompanhada de relatos de intimidação contra a vítima, mobilizou uma equipe da Patrulha Maria da Penha. O suspeito foi localizado e conduzido à Casa da Mulher Brasileira para adoção das medidas legais cabíveis.
A atuação da Patrulha Maria da Penha busca assegurar o cumprimento das determinações judiciais, identificar situações de risco e manter o acompanhamento das mulheres atendidas, contribuindo para prevenir novos episódios de violência.
Corpo de Bombeiros amplia ações educativas
O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) desenvolveu 24 ações educativas e de capacitação em 12 municípios, incluindo São Luís, Paço do Lumiar, Caxias, Timon, São João do Sóter, Aldeias Altas, Pinheiro, São Bento, Guimarães, Tuntum, Barra do Corda e Grajaú.
As atividades abordaram temas como violência doméstica, violência de gênero, assédio, bullying e prevenção à violência no ambiente escolar, alcançando estudantes, profissionais da educação, integrantes de programas sociais e militares da corporação.
Entre as iniciativas estão palestras com o tema “Quebrando o Ciclo da Violência”, desenvolvidas em colégios militares e projetos sociais. Em Paço do Lumiar, as atividades alcançaram 310 estudantes. Em Caxias, uma palestra reuniu 162 participantes, enquanto em Timon outra ação educativa alcançou 200 pessoas.
A corporação também realizou capacitações sobre a Lei Maria da Penha, os diferentes tipos de violência, a rede de proteção e os procedimentos de atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade.

As atividades de formação incluíram orientações sobre o Protocolo Operacional Padrão de Atendimento Pré-Hospitalar à Mulher em Situação de Violência (POP APH 01), já institucionalizado pelo Corpo de Bombeiros, com foco na padronização dos procedimentos e na humanização do atendimento prestado às vítimas.
As capacitações foram desenvolvidas em unidades operacionais do interior do estado, preparando os profissionais para identificar situações de violência, realizar o acolhimento adequado e adotar os encaminhamentos necessários.
Atuação integrada e fortalecimento da rede de proteção
Além dos resultados operacionais, a Operação Mulher Segura reforçou a articulação entre as forças de segurança e os órgãos que integram a rede de proteção às mulheres no Maranhão.
As atividades desenvolvidas em agosto e setembro envolveram instituições policiais, unidades de saúde, escolas, órgãos de assistência social, Defensoria Pública, Poder Judiciário e organizações de apoio às mulheres, com ações voltadas à divulgação dos canais de denúncia, à orientação sobre direitos e à prevenção da violência doméstica e familiar.
A qualificação dos profissionais também integrou a mobilização, com atividades de formação e troca de experiências sobre os procedimentos de atendimento, acompanhamento das vítimas e encaminhamento das ocorrências.
O trabalho conjunto busca fortalecer a resposta institucional aos casos de violência, ampliar o acesso das mulheres aos serviços especializados e garantir maior articulação entre as diferentes etapas de proteção, desde o primeiro atendimento até a adoção das medidas legais cabíveis.
Operação nacional
A Operação Mulher Segura é coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e executada no Maranhão pela Secretaria de Estado da Segurança Pública.
A iniciativa integra as ações do Centro Integrado Mulher Segura (CIMS) e está alinhada ao Pacto Brasil pelo Feminicídio, reforçando o compromisso do Governo do Maranhão com políticas permanentes de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização dos autores de violência contra a mulher.




