Iracema Vale defende independência da Assembleia e nega interferência no desmanche de Bloco Parlamentar
Com uma postura republicana e demonstrando respeito ao poder que preside, Iracema Vale, defendeu com veemência e clareza a independência do Poder Legislativo Maranhense e, principalmente, de seus pares.
Em pronunciamento no plenário, Iracema reafirmou a autonomia e independência da Casa.
“Eu quero aqui tranquilizá-los, quero afirmar que, enquanto eu estiver presidente desta Casa, eu vou prezar pela autonomia e pela independência deste Poder. No exercício do meu mandato como presidente, eu jamais permitiria ou jamais permitirei interferência de qualquer outro poder nesta Casa. Quero registrar e esclarecer que nada teve a ver da parte do governador Carlos Brandão, qualquer tipo de interferência na composição ou desmanche de Blocos, aqui da Casa. A Casa é política, nós agimos, de forma republicana, nós temos um Regimento que nós seguimos e eu respeito a decisão dos Deputados, aqui dessa Casa, e sempre respeitarei”, afirmou a presidente do parlamento estadual maranhense.
Iracema Vale deixou, claro, ainda, que é aliada do governador Carlos Brandão e garantiu que o governador jamais interferiu nas decisões da Assembleia ou quiçá de qualquer deputado.
A falsa tese foi levantada pelo campo minoritário que faz oposição ao Palácio dos Leões na Casa.
A presidente recebeu o apoio de vários colegas, dentre eles Neto Evangelista (União Brasil).
A deputada evangélica Mical Damasceno (PSD), inclusive, confirmou que sua saída do colegiado foi uma decisão tomada por conta própria.
Bastidores
O jornalista Glaucio Ericeira apurou que, diferentemente do que foi sugerido pela oposição, o desmanche ocorreu, primeiramente, porque Wellington do Curso, candidato a prefeito de São Luís pelo Novo, não aceitou ser liderado por Fernando Braide (PSD), irmão do prefeito e candidato a reeleição, Eduardo Braide (PSD).
Eric Costa (PSD), Júnior Cascaria (Podemos), que está licenciado, Jota Pinto (Podemos) e Mical fazem parte da base aliada do Executivo.
Mical, vale destacar, trabalhou, sem obter êxito, para a ser a líder.
Fernando Braide queria liderar o colegiado, o que não foi aceito pela maioria.
Caso o Bloco tivesse se mantido, Othelino Neto (SDD), único oposicionista declarado na Casa, almejava se somar ao mesmo, o que também não era bem visto pela maioria.
Em sua rede social a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão também comentou, “Hoje, em pronunciamento no plenário, reafirmei a autonomia e independência desta Casa. Não existe e não aceito qualquer suposição ou comentário sobre qualquer interferência de outros poderes nas decisões legislativas, asseguro ainda ao povo maranhense o compromisso da Assembleia em preservar os princípios democráticos e agir sempre em prol do nosso estado de forma independente e harmoniosa.”
Informações: Caio Hostilio e Glaúcio Ericeira
