GRAVE | Prefeito de São Pedro da Água Branca é alvo de investigação por suposto esquema de migração ilegal de eleitores
Por Clodoaldo Corrêa
O prefeito eleito de São Pedro da Água Branca, Samuel Ribeiro (PL), é alvo de uma AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) que expôs a possibilidade de uma esquema que pode derrubar o gestor do cargo.
A denúncia, feita pela ex-prefeita Marília Gonçalves e sua coligação, relata uma verdadeira farra de importação ilegal de eleitores sem domicílio eleitoral na cidade e compra de votos durante a eleição municipal de 2024. Segundo a denúncia, eleitores de Imperatriz e redondezas transferiram os títulos para a cidade sendo pagos R$ 300,00, mais cesta básica e Dipirona.
O acusado de ser coordenador das transferências atende pelo apelido de Ilton Baiano. Segundo a denúncia, ele organizava vans, distribuía promessas de cargos e operava a logística do “vamos invadir São Pedro”. O acusado de ser o operador da migração dos eleitores foi nomeado com cargo de “Guarda Municipal”, mas com status de secretário.
Segundo documentos que foram protocolados na Justiça Eleitoral, uma única casa foi registrada com 46 eleitores, o que fica claro como fraude de domicílio, já que o imóvel mal suportava uma família de cinco.
A acusação apresentou muitas provas ao processo, com áudios e tem vídeos. Em um dos depoimentos, uma eleitora diz que foi “sequestrada” pra não divulgar provas.
O Caso será analisado pela Justiça Eleitoral. A Jurisprudência pesa contra o prefeito nos casos de aliciamento de eleitores e transferência de eleitores que não moram no endereço nem possuem vínculo algum com a cidade. Em caso de condenação, a pena é de cassação do diploma além de até dois anos de reclusão e pagamento de 15 a 30 dias-multa.
