FIEMA e parceiros lançam segunda edição do Programa Canteiro Escola em São Luís
Representantes da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), em uma ação encabeçada pela Prefeitura de São Luís, participou da solenidade de abertura e da aula inaugural da segunda edição do Programa Canteiro Escola. O evento que ocorreu na Associação Comercial do Maranhão (ACM), contou com a presença do presidente da FIEMA, Edilson Baldez das Neves, do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, da vice-prefeita, Esmênia Miranda, da presidente da FUMPH, Kátia Bógea, do vice-presidente executivo da FIEMA e presidente do Sinduscon-MA, Fábio Nahuz, do diretor regional do SENAI, Raimundo Arruda, do superintendente da FIEMA, César Miranda, dentre outras autoridades.
O programa, pelo qual foi restaurada a fachada do Mercado das Tulhas, em sua primeira edição, tem como objetivo capacitar profissionais da construção civil para atuarem na restauração de monumentos históricos da capital maranhense. Nesta nova etapa, o projeto da FIEMA, Sinduscon e parceiros visa uma nova fachada para o Palácio do Comércio, sede da Associação Comercial do Maranhão (ACM), e do Palácio Arquiepiscopal de São Luís.
Após a formação de 640 horas, prevista para durar de 5 a 7 meses, os alunos envolvidos na obra serão certificados pelo SENAI nos cursos de pedreiro de revestimento e pintor de obras imobiliárias. A edição 2023 do Canteiro Escola destaca-se pela grande participação feminina, com 26 mulheres matriculadas.
A manicure de 37 anos, Rosilda de Jesus Mendes Barros, é uma das alunas dessa nova fase do Programa. Ela conta como superou os comentários negativos acerca da profissão que pretende seguir, após a formação do SENAI. “Eu sempre gostei de serviços relacionados ao lado masculino. Na minha casa eu sou encanadora, pintora, faço móveis… E trabalhar na área e me profissionalizar para ter o mesmo reconhecimento que os meus colegas, vai ser muito bom, ainda que falem que essa área seja para homem, apenas. Não vou deixar ninguém me colocar pra baixo”, afirmou decidida.

O presidente da FIEMA, Edilson Baldez, destacou a importância do programa para a formação de mão de obra qualificada no estado do Maranhão: “O Canteiro Escola é uma oportunidade única de qualificação profissional, aliando a preservação do patrimônio histórico com a formação de profissionais preparados para o mercado de trabalho. A FIEMA se orgulha de fazer parte deste projeto.”
Já o diretor regional do SENAI, Raimundo Arruda, acrescentou que o SENAI vem cumprindo a sua missão no Estado, com foco em promover a educação profissional e tecnológica da melhor maneira possível no Maranhão. “Nós queremos ressaltar a importância também do social corporativo, que enquadra exatamente nessa perspectiva de colaborar com o desenvolvimento econômico social do nosso estado”.
O prefeito Eduardo Braide também defendeu o programa, que é modelo para o Brasil e para a cidade de São Luís: “A restauração de monumentos históricos é uma forma de preservarmos a nossa história e cultura, além de contribuir para o desenvolvimento econômico do município, gerando empregos e fomentando a indústria da construção civil.”
Com a participação do presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-MA, Celso Gonçalo, do presidente do Sistema Fecomércio, Maurício Feijó, além de representantes de outras entidades, a aula inaugural do Programa Canteiro Escola marcou o começo de uma iniciativa que promete deixar um legado para a cidade de São Luís, pela via da formação de profissionais qualificados e da tradição de monumentos históricos.
“Vamos capacitar 60 alunos nesse primeiro momento e as empresas têm contribuído muito, não só para absorver essa mão de obra qualificada, mas também para dar sua contribuição à nossa valorosa cidade. Os alunos vão conhecer o que é o centro histórico, qual o significado desses prédios, e como conservar esse patrimônio, esse sistema de pertencimento do maranhense”, disse o presidente do Sinduscon e vice-presidente executivo da FIEMA, Fábio Nahuz.
O Canteiro Escola é uma realização da Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph), e da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), por meio do Sesi, Senai, IEL, do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Maranhão (Sinduscon-MA), com o apoio do Sebrae, Fecomércio e Associação Comercial do Maranhão (ACM). Além das empresas Vale, Alumar, B2O Partners, Eneva, Cimento Bravo, Gomes Sodré, Escudo e Alfa.
