FARRA DOS ALUGUÉIS | Flávio Dino arrenda por quase R$ 1 milhão quiosques do antigo Botequim da Lagoa e Por Acaso, mas espaços seguem abandonados

O governador Flávio Dino (PSB), por meio da Secretaria de Estado de Governo (Segov), arrendou os quiosques onde antigamente funcionaram o Botequim da Lagoa e o bar Por Acaso, no Parque Ecológico da Lagoa da Jansen, dois points badalados de diversão de São Luís em um passado não tão distante. Os dois espaços estão desocupados e em estado de abandono há anos e, conforme preveem os contratos de arrendamento, terão suas estruturas exploradas comercialmente, como forma de oferecer mais opções de lazer aos frequentadores e ajudar a desenvolver o turismo nessa região da cidade.

De acordo com o edital da licitação destinada à cessão dos quiosques à iniciativa privada, a vigência de ambos os contratos será de 10 anos. A taxa mensal referente ao arrendamento do quiosque onde outrora funcionou o Botequim da Lagoa é de R$ 4.490,00 (quatro mil, quatrocentos e noventa reais). O valor total a ser pago pelos 120 meses de contrato é de R$ 538.800,00 (quinhentos e trinta e oito mil e oitocentos reais).

Já o quiosque que um dia já abrigou o Por Acaso, bar e restaurante posicionado entre os mais famosos e caros da capital em sua época, foi arrendado por R$ 3.590,00 (três mil, quinhentos e noventa reais). Por uma década de contrato, o arrendatário pagará ao governo do Maranhão R$ 430.800,00 (quatrocentos e trinta mil e oitocentos reais).

Abandono persiste

Apesar de a vigência do arrendamento dos dois quiosques ter iniciado em junho deste ano e de a Segov ter nomeado desde julho servidores estaduais para atuar como fiscais dos contratos, ainda não há qualquer sinal de obras, muito menos de ocupação dos espaços pelas empresas arrendatárias, ambas locais.

Na justificativa para a cessão dos quiosques a particulares, a Segov aponta como principal vantagem o fomento ao turismo. Mas, passados quatro meses desde o desfecho da licitação destinada ao arrendamento, os imóveis seguem em ruínas e o cenário de abandono persiste, sem qualquer atrativo à visitação.

 

Por Daniel Matos

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