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Especialista do Hospital Universitário da UFMA alerta para os riscos da anemia e destaca papel do SUS na prevenção

O compromisso do Sistema Único de Saúde (SUS) com a prevenção, diagnóstico e tratamento da anemia tem avançado, seja na atuação dos serviços hospitalares, seja nos estudos que aprimoram ou apresentam novos caminhos para o combate a essa condição que afeta a saúde sanguínea dos pacientes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) caracteriza a anemia como uma condição em que os níveis de hemoglobina no sangue são inadequados, geralmente devido à insuficiência de ferro ou outros nutrientes indispensáveis, como zinco, vitamina B12 e proteínas.

“Os principais sintomas são cansaço, fadiga, indisposição, sonolência, queda de cabelo, unhas fracas, e a gente pode apresentar alguns sintomas como alteração do paladar, vontade intensa de comer barro ou carne (picofagia)”, explica Yuri Lopes Nassar, médico hematologista do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA).

Segundo o especialista, a prevenção das anemias causadas por deficiências nutricionais, como a falta de ferro e vitaminas, depende de uma alimentação adequada, com o consumo de carnes vermelhas ou folhas verdes escuras. Além disso, ele destaca a importância da prevenção por meio de diagnóstico precoce, recomendando a realização de exames como o hemograma ao menos uma vez por ano.

Os tipos de anemias

De acordo com a OMS, cerca de 30% da população mundial sofre com algum tipo de anemia: megaloblástica, talassemia, aplásica, hemolítica autoimune ou por inflamação.  A mais comum é a anemia ferropriva, ocasionada pela falta de ferro e corresponde a cerca de 90% dos casos. O ferro tem papel essencial na produção das hemácias e no transporte de oxigênio para todas as células do corpo.

Um outro tipo de anemia bastante conhecido é a falciforme, que é uma condição hereditária em que os glóbulos vermelhos do sangue sofrem um processo de deformação, assemelhando-se a foices ou meia lua, por isso o nome falciforme. Essa é uma condição mais comum entre a população negra. Segundo informações do Ministério da Saúde, essa doença atinge cerca de 8% dessas pessoas, entre pardas e pretas.

Redação: Elizabeth Souza, com edição de Danielle Campos e adaptação de Danielle Morais

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