Dr Érico Cantanhede alerta para a questão dos médicos cubanos e propõe valorização dos médicos maranhenses

Inicialmente gostaria de dizer que esse texto não tem conteúdo xenofóbico e sim elucidativo com cunho educativo principalmente para a população maranhense.

Desde ontem circulam nas mídias sociais relatos da presença de médicos cubanos no Maranhão para tratamento do COVID 19, sendo que para esse contento em relação aos seus atendimentos eles deveriam fazer o REVALIDA, que é uma prova aplicável pelo MEC para revalidação dos seus diplomas e só assim poderem exercer a Medicina no Brasil, sendo assim como eles não têm essa revalidação não são médicos aqui no Brasil o que coloca em risco o atendimento desses pacientes graves na chamada linha de frente do COVID onde para se trabalhar tem que ter o mínimo de conhecimento técnico no manejo desses pacientes, suas comorbidades e gravidade.

Sendo assim surgem alguns questionamentos como:

– Porque não aproveitar o cadastro de reserva de médicos do ministério da saúde o que impediria a contratação desse profissionais não médicos cubanos porque esses não tem a revalidação do diploma?;

– Como seria o pagamento desses profissionais vindos de Cuba? Seria nos moldes do programa mais médicos do PT onde esses profissionais ficavam apenas com uma mísera parte dos vencimentos ou receberam por inteiro?

Outras questões importantes a serem colocadas é sobre os médicos prestadores de serviços para o governo do estado pois é de ciência da necessidade de atualização dos vencimentos desses profissionais pois há firmas prestadoras de serviços estão há meses sem receber.

É necessário relembrarmos fatos importantes na gestão do governo do estado frente a classe médica e a sociedade ao longo dos anos, como a redução sem justificativa dos valores pagos nos plantões, fechamento de serviços essenciais principalmente no interior do estado como neurocirurgia em Santa Inês e Coroatá, Urologia em Pinheiro dentre tantos outros, além da redução de profissionais nas escalas como ortopedia em Santa Inês e Pinheiro e ainda de tantos hospitais macrorregionais onde houve um prejuízo real para a população, sem contar o fechamento do Hospital de Matões do Norte que virou policlínica e que hoje poderia estar sendo usado para tratamento do COVID naquela região com adaptação para a demanda e equipamentos hospitalares adequados para salvaguardar a vida da população.

Em todo o mundo foram feitas inúmeras campanhas de valorização da classe médica e demais profissionais da área da saúde, porém no Maranhão há relatos, além de toda essa problemática citada nos parágrafos acima, da falta de EPIs básicos para o atendimento dos pacientes graves com suspeita ou confirmados pela pandemia do COVID-19 onde muitos profissionais não estão tendo acesso a esse material essencial para lhes salvaguardar as suas vidas e de seus familiares nesse momento crucial que vive a humanidade uma vez que mais de 20% dos acometidos são profissionais da área da saúde.

Como uma singela sugestão à SES e ao governo do estado seria imperiosa a contratação dos médicos que se encontram no cadastro do Ministério da Saúde o que denotaria de fato com uma preocupação no atendimento da população, contando também com a força nacional de saúde, além de aproveitar todos os médicos que se encontram nesse momento curados do vírus chinês que poderiam voltar a atuar nessa linha de frente e acima de tudo pensar com carinho e valorizar o médico brasileiro, principalmente o maranhense nesse momento crítico qual passamos pois é necessária uma autocrítica e rever toda essa errônea política construída na área da saúde ao longo dos anos que prejudicou tanto a classe médica e a área da saúde além da população maranhense  cujas repercussões podem ser observadas a contento na atualidade.

Ao médico maranhense, sorte força e união.

Aos demais estrangeiros, a revalidação.

Fraternalmente

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