Defensoria recomenda ao município de São Luís ampliação de leitos pediátricos para pacientes de Covid

Nesta sexta-feira (21), a Defensoria Pública do Estado do Maranhão, por meio do Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente (NDCA), emitiu uma recomendação ao município de São Luís, para que a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) providencie a ampliação de leitos pediátricos para pacientes de Covid-19.

“Várias pessoas nos procuraram recentemente para relatar dificuldades no Hospital Odorico de Amaral Matos. Foram apontadas dificuldades em várias alas da unidade, sobretudo, na enfermaria e na observação. Inclusive nos foram enviadas fotos que dão conta de macas nos corredores”, relatou o defensor público Davi Rafael Veras, titular do NDCA.

O defensor público ressaltou que tem conhecimento sobre o impacto causado pela vinda de pacientes do interior e que, por essa razão, já se antecipou no contato com a Secretaria de Saúde do Estado (SES), que assegurou um reforço em leitos de UTI e enfermaria pediátrica no Hospital Juvêncio Matos.

Por outro lado, o defensor afirmou ter ciência de que, após a reforma da unidade do Paulo Ramos, e diante da instalação do ambulatório no Hospital da Criança, houve redução do número de leitos de enfermaria de síndromes gripais no Hospital Odorico Amaral de Matos. “Isso limita ainda mais a capacidade de resposta da unidade com a nova cepa e o consequente aumento da procura”, frisou Davi Veras, que realizou visitas à unidade.

Recomendações e pedidos

Em razão desse cenário, o NDCA recomendou a necessidade urgente de acréscimo do número de leitos na rede municipal de saúde, a fim de se controlar a chamada 3ª onda da Covid-19. Além disso, o defensor público Davi Veras também requisitou ao poder público municipal que, no prazo de 72 horas, informe o plano de contingência do município de São Luís para lidar com a 3ª onda de Covid-19, mais especificamente da área pediátrica; e se existe plano de aumento de leitos de UTI pediátrica em convênio com o HUUFMA ou em outras unidades municipais, como o Hospital da Mulher.

“Nós ainda estamos no início da imunização de crianças, tem aí o surto de H3N2 e as doenças típicas do período chuvoso na capital. As unidades mistas podem contribuir com esse reforço, caso o Hospital da Criança não tenha espaço físico para comportar a ampliação, ou mesmo a nova UBS recém-inaugurada pode receber, temporariamente, alguns dos serviços do hospital”, sugeriu o defensor no documento enviado à Semus, onde ele recomenda o reforço da oferta de leitos para síndromes gripais no Hospital da Criança ou em outra unidade da rede municipal.

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