COVARDIA | Promotora Lítia Cavalcanti é “exonerada” do CaopConsumidor em meio à investigação do transporte por ferryboat

A promotora de Defesa do Consumidor, Lítia Cavalcanti, anunciou, nesta quinta-feira (4), nas redes sociais, a sua exoneração do cargo e o esvaziamento da sua equipe. O afastamento se dá em meio à investigação da crise do transporte por ferryboat que opera entre São Luís e a Baixada Maranhense. O serviço, que está sob intervenção do Governo do Estado há mais de dois anos, tem sido alvo de graves denúncias de irregularidades, grande parte feitas pela destemida representante do Ministério Público do Maranhão.

Esvaziamento

Em sua postagem na rede social Twitter, Lítia Cavalcanti informou que somente nas últimas 48 horas foi exonerada, junto com sua equipe, do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça (Caop) e da Promotoria do Consumidor, que foi totalmente esvaziada, restando apenas um servidor. Ela lamentou ter sido afastada depois de 10 anos de exercício do cargo, com dedicação exclusiva em favor dos consumidores do Maranhão, fora as outras situações que tem passado e que não vieram a público.

“Como é possível isso estar acontecendo com um membro do Ministério Público com quase três décadas de atuação e 34 anos de promulgação da Constituição Federal?”, indagou, em tom desabafo.

Confira a postagem da promotora:

 

Observadores mais atentos do caso afirmam, com convicção, que a exoneração da promotora nada mais é do que um ato de perseguição da cúpula do MPMA, na pessoa do próprio procurador-geral de Justiça, Eduardo Nicolau, apontado como aliado do Governo do Estado, em razão da sua postura exageradamente amistosa em relação ao Palácio dos Leões.

Nicolau mantém, inclusive, um contrato comercial com a administração estadual, referente ao aluguel de um prédio de sua propriedade para funcionar como sede de uma unidade da Defensoria Pública (DPE). Valor: R$ 8 mil, considerado irrisório, levando-se em conta a importância do posto de chefe do MP no estado e por isso deveria ter sido rescindido tão logo ele foi nomeado pelo governador Carlos Brandão (PSB).

A perseguição a Lítia Cavalcanti teria se intensificado a partir do momento em que ela passou a denunciar a inadequação da balsa José Humberto para operação na travessia da Baía de São Marcos. A embarcação foi alugada de uma empresa no Pará e adaptada para transportar passageiros e cargas entre os terminais da Ponta da Espera e do Cujupe, como se fosse um ferryboat, apesar de ter sido construída há 35 anos e de já ter navegado apenas em águas fluviais.

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