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Confiança do empresário do comércio desacelera em São Luís/MA

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA) em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), alcançou 109,1 pontos em março, com queda de 1,5% no mês e recuo de 5,1% em relação ao pico de agosto de 2025.

Embora o índice ainda se mantenha acima da linha dos 100 pontos – o que, tecnicamente, mantém o setor em terreno de otimismo –, o indicador mostra perda de ritmo e sinaliza um cenário mais moderado. O setor vive um contraponto: a esperança no futuro ainda é maior do que a realidade que se apresenta no mercado hoje.

O descompasso entre presente e futuro

Os dados revelam uma diferença clara entre a percepção atual e as expectativas dos empresários. O Índice de Condições Atuais, que mede o sentimento sobre o momento presente, está em 83,1 pontos, abaixo da zona de neutralidade. Para 40,2% dos lojistas, a situação atual da economia apresentou forte piora.

Em contrapartida, as expectativas futuras continuam robustas, marcando 143,9 pontos, com destaque para a avaliação das próprias empresas (161,7 pontos). Mais da metade (52,2%) dos empresários acredita em melhora no desempenho das próprias empresas, especialmente entre os pequenos negócios, o que mantém o índice geral em patamar positivo. É uma confiança ancorada na esperança de retomada, e não na solidez do panorama atual.

Freio nos investimentos e estoques elevados

A cautela não é apenas uma percepção, mas se traduz em decisões concretas de gestão. Com o ambiente econômico mais incerto, o empresariado está retraindo gastos. O nível de investimento no setor (89,8 pontos) caiu 6% em apenas um mês, enquanto a intenção de contratar novos funcionários, embora ainda acima da neutralidade (127 pontos), desacelerou 2,8%. Atualmente, 45,1% dos empresários planejam “aumentar pouco” a equipe.

Além disso, o indicador de estoques alcançou 84,3 pontos. Cerca de 25,2% das empresas, especialmente no segmento de bens duráveis, relatam estoques acima do nível ideal, um fenômeno comum quando as vendas não acompanham o ritmo esperado.

Juros elevados e crédito restritivo

Com a taxa básica de juros em 14,75% ao ano e o crédito mais caro, com o rotativo do cartão chegando a cerca de 436% ao ano em fevereiro, o acesso ao crédito fica mais restrito e seu custo mais elevado, inibindo decisões de investimento

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