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Arte em copo ganha vida pelas mãos de acompanhante de paciente internada no Hospital Universitário da UFMA

Por Danielle Morais

Um copo de isopor, um giz de cera, uma caneta e algodão. O que esperar da combinação de todos esses elementos? Nas mãos de Zildete Félix, 46 anos, acompanhante da paciente Elizângela do Carmo, um copo não é só um copo, é tela para desbravar as belezas de Tutóia, interior do Maranhão, local onde residem e de onde vem sua inspiração. Diretamente de um leito do Hospital Universitário da UFMA (HU- UFMA), gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), enquanto aguarda a recuperação de sua companheira, Zildete ocupa o tempo produzindo arte.

Não é a primeira vez da internação da Elizângela. No ano passado, foi transferida para o HU-UFMA após uma complicação de saúde. Passou alguns meses internada e, durante esse período, Zildete esteve ao seu lado. Em meio à rotina pouco empolgante de um hospital, a arte trouxe conforto e diversão. Produziu tantos copos que já perdeu a conta. Na internação atual, que já ultrapassa 12 dias na Unidade de Clínica Médica, Zildete continua fazendo companhia a Elizângela — e deixando os copos mais coloridos e cheios de histórias.

“Tenho o dom desde os 13 anos. Sempre desenhei. Basta eu riscar a primeira linha para criar uma paisagem, sempre uma diferente da outra. Em meia hora o desenho já está pronto. Gosto de retratar Tutóia, com o pôr do sol, pescarias e morros. Comecei a desenhar porque a gente fica aqui parada, é uma forma de passar o tempo e se distrair. E assim acabaram me descobrindo”, contou Zildete, acompanhada de uma bela gargalhada.

A paciente Elizângela é só orgulho. Respondeu, toda convencida, que o primeiro copo foi dela e fez questão de destacar que as vizinhas de leito foram grandes incentivadoras. Incentivo é o que não falta para Zildete.

A psicóloga Suane Marinho ressalta que o desenvolvimento dessa atividade dentro do ambiente hospitalar tem sido muito importante tanto para a paciente quanto para a acompanhante, motivo pelo qual os profissionais têm apoiado e estimulado a prática. “É uma oportunidade de tornar a internação mais proveitosa, proporcionando uma regulação emocional para as duas e promovendo uma melhor interação. Isso ajuda muito durante a permanência no hospital”, afirmou.

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