Apesar da pandemia, Icrim/São Luís obteve produtividade impressionante em todas as seções
Os profissionais do Instituto de Criminalística de São Luís (Icrim/São Luís), superaram todas as dificuldades surgidas em decorrência da pandemia da Covid-19 e obtiveram uma produtividade impressionante neste ano. O esforço conjunto valeu a pena.
O perito criminal Robson Mourão, diretor do Icrim/São Luís, comenta sobre essa produtividade. De acordo com ele, o órgão emitiu quase 5 mil laudos periciais em 2020, e olha que os dados referentes a dezembro só serão contabilizados na primeira semana de janeiro de 2021. Ou seja, esse número é maior. Esse trabalho incrível surpreende porque estamos vivenciando um momento que ficou conhecido como “novo normal”, por conta do novo coronavírus. Sabemos que o período exige uma limitação em vários aspectos, o que pode ser melhor explicado pela questão do distanciamento social. Pela lógica, deveria ocorrer uma queda de rendimento, mas não foi isso que aconteceu no Instituto de Criminalística da capital maranhense.

“Nós tivemos muitas dificuldades relacionadas, logicamente, à pandemia, em vários sentidos, como na busca por EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), para evitar a contaminação. Houve afastamento de servidores, igualmente em função do novo coronavírus. E os que ficaram cobriram os plantões de quem foi afastado, para não deixarmos de atender à sociedade. Ou seja, o Icrim/São Luís continuou funcionando em todas as seções. Não paramos um momento sequer”, comentou Mourão. Para ele, que também é professor, a união fez a diferença, pois todos se esforçaram e não deram trégua para o “inimigo invisível” nessa guerra dos humanos contra os patógenos.

“Quase 5 mil laudos produzidos e emitidos é uma produtividade altíssima. Mais de 90% das ocorrências atendidas em 2020 já viraram laudos, considerando que o ano ainda não terminou. Então, é um esforço imenso de toda a equipe”, acrescentou o perito criminal.

Estratégias de prevenção ao vírus
Em um contexto hostil, quando existe a possibilidade de uma invasão, o correto é nos protegermos. Mas esse procedimento não pode ser realizado aos trancos e barrancos. Pelo contrário, tem que seguir um planejamento. A fim de não permitir a entrada do novo coronavírus, que declarou guerra aos humanos quando ainda nem resolvemos nossos conflitos psicológicos e territoriais, o Icrim/São Luís colocou em prática uma série de ações, em virtude da pandemia. “Além de estruturarmos novas formas de como entrar e sair da viatura, foi realizada uma higienização em todo o Icrim, de maneira completa, e mais de uma vez, diga-se de passagem”, assinalou Robson Mourão.

Combinando inteligência e tecnologia
Nada na vida é fácil. Até mesmo quando estamos dormindo o corpo está trabalhando a todo vapor, embora o “eu” fique inerte até que o sujeito desperte do sono. Devemos frisar que o juiz italiano Giovanni Falcone esperou 4 anos para concluir o “maxiprocesso” em Palermo contra a Cosa Nostra (máfia siciliana). Ele tinha em mente que precisava trabalhar arduamente para conquistar o que tanto almejava. Em outra ilha, que não é a Sicília, Robson Mourão também passa o dia todo pensando em formas de incrementar o trabalho no Icrim/São Luís. Juntamente com os demais peritos criminais e outros funcionários envolvidos, enfrentou a pandemia sem deixar os ombros caídos ou o semblante desmotivado.

Robson Mourão disse que, ainda com relação a esse episódio, a equipe coletou uma pequena mancha parda avermelhada no veículo, que já havia sido lavado. E, posteriormente, foi realizada a reprodução simulada dos fatos. O diretor também ressaltou os avanços do Tablete em Local de Crime (TLC), cujo software é o Inlaudo. Essa plataforma digital foi criada pelos peritos do Icrim/São Luís, incluindo Walleson Nonato de Sousa, o que resultou na “aposentadoria” da tradicional prancheta. “O TLC obteve novas versões e novos recursos, que foram elaborados para dar mais agilidade no que se refere aos dados levantados”, enfatizou ele.

Por Nelson Melo
