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Aluisio Mendes defende instalação urgente da CPI do INSS: “Milhões de aposentados foram vítimas de um golpe institucionalizado”

O deputado federal Aluisio Mendes reforçou nesta semana, durante reunião da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, a necessidade urgente de instalação da CPI do INSS. O parlamentar destacou a gravidade dos desvios e descontos ilegais que atingiram milhões de aposentados e pensionistas em todo o país.

Aluisio Mendes foi direto ao afirmar que o caso representa um verdadeiro golpe contra a população mais vulnerável: “Estamos falando de um esquema criminoso que afetou diretamente idosos, pessoas que dependem exclusivamente da aposentadoria para sobreviver. Foram mais de R$ 6 bilhões desviados de forma ilegal. Milhões de aposentados foram vítimas de um golpe institucionalizado, e a Câmara dos Deputados não pode se calar diante disso”, afirmou.

O deputado também fez questão de frisar a importância da Câmara assumir protagonismo nas investigações, cobrando que a relatoria da CPI seja conduzida com independência e rigor técnico: “É papel da Câmara garantir que essa CPI não seja apenas mais um jogo político. Precisamos de uma relatoria comprometida com a verdade e com as vítimas desse escândalo. O dinheiro tem que voltar para o bolso de quem foi lesado.”

A CPI do INSS, já lida em sessão conjunta no Congresso, será composta por 15 deputados e 15 senadores, com igual número de suplentes, e terá o prazo inicial de 180 dias para apurar os fatos. A expectativa é que os trabalhos sejam iniciados logo após o recesso parlamentar.

O parlamentar, que tem se destacado pela defesa da transparência e pelo combate à corrupção, finalizou sua fala com um compromisso público: “Enquanto estivermos aqui, vamos trabalhar para que os responsáveis por esse crime sejam punidos e que os aposentados tenham seu direito respeitado. Não vamos permitir que um escândalo dessa magnitude fique impune.”

Com a mobilização de diversos partidos e com o apoio de mais de 290 parlamentares na Câmara, a instalação da CPI é vista como uma resposta necessária e urgente a uma das maiores fraudes já registradas no sistema previdenciário brasileiro.

CPI do INSS: Criação e escopo

Na terça-feira, 17 de junho de 2025, o presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre, fez a leitura oficial do requerimento para instalação da CPMI do INSS, em sessão conjunta do Congresso. O colegiado será composto por 15 senadores e 15 deputados titulares, com igual número de suplentes, e terá 180 dias para realizar suas investigações.

A CPI foi proposta especialmente para apurar o esquema de descontos indevidos em benefícios, envolvendo associações ou sindicatos que cobraram mensalidades sem autorização dos beneficiários, com perdas estimadas em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

Prazos e organização

Apesar da leitura ter sido feita em 17 de junho, o início dos trabalhos deverá ocorrer no 2º semestre, após o recesso junino e o retorno às atividades plenas do Congresso. O PSD do Senado deve indicar o presidente da CPI, entre os cotados estão os senadores Omar Aziz e Otto Alencar, e a relatoria caberá à Câmara, com o PL já sinalizado que não pleiteará esse cargo.

Reação do governo e possíveis interferências

O Executivo reconhece que já esperava a leitura do requerimento e aponta que agora resta ao governo atuar para “conter danos” potenciais nas investigações. O senador Randolfe Rodrigues (líder do governo no Congresso) minimizou atritos, dizendo que “vamos com o time principal”, se a CPI colaborar com os trabalhos da PF e da CGU, poderá ser encarada positivamente.

Confira parte da fala de Aluisio Mendes na comissão:

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