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ALUISIO MENDES COBRA CELERIDADE DO SENADO | A PEC da Segurança Pública não pode morrer como a da maioridade penal

Nesta quarta-feira (15), em um discurso firme e direto na tribuna da Câmara dos Deputados, o deputado federal Aluisio Mendes fez um alerta contundente ao Senado Federal: o Brasil não pode assistir, mais uma vez, a uma pauta essencial para a segurança pública ser simplesmente engavetada.

O parlamentar, que presidiu a Comissão Especial responsável pela análise da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública (PEC 18), criticou a demora do Senado em sequer designar um relator para a matéria, mesmo após sua aprovação expressiva na Câmara.

“Não podemos aceitar que o Senado faça o mesmo que fez com a proposta de redução da maioridade penal, aprovada em 2015 com ampla maioria e que, após 10 anos, ficou parada, morta no Senado Federal”, afirmou.

A fala resgata um dos episódios mais simbólicos da inércia legislativa recente, usado agora como exemplo do que não pode voltar a acontecer diante do agravamento da violência no país.

O QUE MUDA COM A PEC DA SEGURANÇA PÚBLICA

A PEC 18/2025 é considerada uma das propostas mais estruturantes já debatidas no Congresso Nacional para o setor. O texto aprovado pela Câmara promove uma verdadeira reconfiguração da segurança pública no Brasil, com foco na integração, inteligência e financiamento.

Entre os principais avanços da proposta, destacam-se:

Criação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição

A PEC dá status constitucional ao sistema, garantindo maior coordenação entre União, estados e municípios no combate ao crime.

Integração total das forças de segurança

Polícias e órgãos de investigação passam a atuar de forma conjunta, com compartilhamento de dados, provas e informações em tempo real.

Combate mais rigoroso ao crime organizado

A proposta fortalece a atuação da Polícia Federal e cria mecanismos mais duros contra facções e milícias.

Ampliação do papel das guardas municipais

As guardas passam a ter atuação mais ativa no policiamento ostensivo e comunitário, reforçando a presença nas cidades.

Novas fontes de financiamento para a segurança pública

O texto prevê recursos mais robustos e estruturados para o setor, incluindo fundos específicos e novas receitas vinculadas.

Planejamento nacional coordenado pela União

A União passa a estabelecer diretrizes obrigatórias para políticas de segurança, garantindo padronização e eficiência no enfrentamento à criminalidade.

UM TESTE PARA O SENADO

Para Aluisio Mendes, o momento exige responsabilidade institucional. A aprovação expressiva na Câmara, com mais de 460 votos favoráveis, demonstra que há consenso político sobre a urgência do tema.

O recado foi claro: o Senado não pode repetir os erros do passado.

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