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Deputado Aluisio Mendes assina pedido de CPI do MST, para apurar invasões de terras em todo o país

Os deputados Tenente Coronel Zucco (Republicanos-RS), Kim Kataguiri (União Brasil-SP) e Ricardo Salles (PL-SP) alcançaram na 4ª feira (15.mar.2023) o número mínimo de assinaturas para protocolar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a atuação do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

O deputado federal Aluísio Mendes (Republicanos) também assinou o requerimento de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), sendo que da bancada maranhense somente dois deputados assinaram o documento.

A decisão de instalar ou não a CPI agora cabe ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O requerimento teve as assinaturas de 172 congressistas e contou com o apoio da bancada ruralista. Eis a íntegra .

Os requerimentos pela CPI foram apresentados depois de o movimento invadir fazendas nos municípios de Teixeira de Freitas, Mucuri e Caravelas, no Sul da Bahia, e Macajuba, no Centro-Norte baiano.

Os congressistas alegam que o movimento tem ocupado propriedades rurais produtivas e que está sendo registrado um “crescimento desordenado dessas invasões”.

O documento cita o episódio de 5 de março, quando integrantes do MST ocuparam a Fazenda Ouro Verde, no Sul da Bahia. Segundo os deputados, o imóvel é uma propriedade “extremamente produtiva” e que emprega mais de 50 pessoas. De acordo com o texto, o movimento expulsou os funcionários “de forma violenta”, mas que produtores rurais da região se mobilizaram para impedir a ocupação.

Os autores falam ainda em uma “suposta influência” por parte do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na atuação do movimento. “O número de propriedades rurais invadidas já é maior que nos quatro anos de governo Jair Bolsonaro, quando foram registradas apenas 14 invasões de propriedades”, diz o pedido.

AÇÃO PREVENTIVA

O deputado Federal Aluísio Mendes (Republicanos) conseguiu em agosto de 2022, aprovar na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, na Câmara Federal, projeto que permite que áreas públicas ou privadas invadidas possam ser retomadas por meio da certidão de posse apresentada a uma organização policial, independentemente de ordem judicial.

Aluísio Mendes foi relator do projeto de lei 8262 que reforça o direito à propriedade, que é assegurado pela Constituição Federal. Com o objetivo de diminuir as invasões de propriedades, o relatório foi lido na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e aprovado por unanimidade pelos parlamentares.

O processo de devolução das propriedades invadidas é lento e possível apenas pelo Poder Judiciário. Em muitos casos, os proprietários não conseguiam retomar as áreas.

A aprovação do projeto de lei garante que os donos das propriedades não sejam refém de invasões. Segundo Aluísio Mendes, o projeto é importante para reforçar o direito de habitação.

“O projeto permite que qualquer pessoa proprietária de uma casa, de uma fazenda etc., que tenha a área invadida possa ir direto a uma intuição policial para retomar de forma imediata a propriedade”.

“Hoje você precisa de uma autorização policial e às vezes leva anos para ser resolvido. A Constituição garante o direito à propriedade, mas infelizmente não é respeitado”, concluiu.

O foco da CPI e consequente investigação seria a onda de ocupações de terras pelo movimento desde o início do governo Lula. Os congressistas querem investigar as atividades, financiadores e possíveis práticas ilegais do MST.

Por fim, os deputados afirmam ser inadmissível” que o grupo continue “agindo conforme bem entender sem que exista nenhuma fiscalização de seus atos” e pedem para que o movimento seja investigado e que sejam tomadas “medidas cabíveis” pelo Congresso.

Leia o requerimento.

 

 

 

 

Informações Poder360 / Agência Câmara

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