Marquinhos desmonta o mito do ‘prefeito intocável’ e expõe soberba de Braide no plenário
Em um pronunciamento firme e sem meias palavras na sessão desta segunda-feira (09), o vereador Marquinhos deixou claro que sua crítica ao prefeito Eduardo Braide não nasce de questões pessoais, mas do dever institucional de defender a Câmara Municipal. Segundo ele, é preciso lembrar ao chefe do Executivo que os vereadores tem suas prerrogativas — e que o Parlamento municipal não existe para ser atropelado pelo ego de ninguém.
O vereador reagiu também às insinuações do vice-governador Felipe Camarão, que sugeriu que a Câmara estaria sendo “manipulada” para não votar o orçamento de São Luís. Para Marquinhos, a declaração foi totalmente fora de tom: “Enquanto político, Camarão anda chutando até bola murcha pra fora. Não existe manipulação. Ele fala sem fundamento.”
A crítica central, porém, recai sobre o próprio prefeito. Marquinhos questionou como Braide pretende que a Câmara aprove o orçamento de 2026 se ele sequer cumpriu adequadamente o orçamento anterior. Segundo o vereador, o prefeito desrespeitou a Lei Orçamentária, não dialoga e tenta impor sua vontade como se governar fosse um ato isolado — não uma construção com o Legislativo. “A Câmara é um poder constituído. Não será tratada como extensão do gabinete do prefeito.”
Para o vereador, parte da resistência do Parlamento em confrontar o prefeito se deve ao medo das reações nas redes sociais, onde qualquer crítica vira turbulência. “Tem vereador que teme cancelamento. Eu não. Estou aqui para exercer representar o povo da nossa cidade, não para agradar militância digital.”
Em tom ainda mais direto, ele deixou um recado ao prefeito: “Braide, nenhum gestor é semideus. Governar exige humildade, diálogo e respeito.”
Marquinhos classificou como “aberração jurídica” a decisão do juiz Dr. Douglas que, segundo ele, tenta limitar prerrogativas da Câmara e fere a Lei Orgânica do Município. Ele lembrou ainda o episódio envolvendo as mães atípicas, tratadas com descaso pelo prefeito mesmo após meses aguardando uma simples reunião: “Se nem mães que lutam por seus filhos têm respeito, imagine a Câmara que o prefeito trata como inimigos.”
Concluindo, o vereador deixou um alerta aos eleitores conservadores que ainda acreditam que Braide representa algum alinhamento político claro: “Braide não tem lado. O único lado dele é o dele mesmo. Do jeito que vai, não duvido vê-lo abraçado com Lula na primeira oportunidade.”
Marquinhos deixou no plenário a mensagem de que São Luís não pode ser governada por reflexos de soberba. E que a Câmara não aceitará o papel de espectadora de um Executivo que insiste em confundir autoridade com arrogância.
