Frustração comunista: pesquisa para presidente expõe insignificância de Flávio Dino no cenário político nacional

Apesar de sua persistência em se projetar no cenário político nacional, evidenciada por aparições frequentes na grande imprensa, acompanhadas de gastos milionários de dinheiro público com promoção midiática em diversos veículos de comunicação país afora, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), continua um ilustre desconhecido para a imensa maioria dos brasileiros, sem qualquer mérito que justifique sua inserção entre as maiores lideranças nacionais. Foi o que apontou a pesquisa de intenções de votos para a eleição presidencial de 2022 realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgada nesse sábado (3), com ampla repercussão.

Incluído na terceira situação eleitoral avaliada no levantamento, Dino amargou um frustrante penúltimo lugar entre nove nomes colocados, com minguado 1,4% das intenções de votos, à frente apenas do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), que assim como ele, é ex-juiz federal e opositor ferrenho do governo do presidente Jair Bolsonaro.

A propósito, o atual presidente lidera os três cenários eleitorais pesquisados, todos eles estimulados – em que são apresentados aos entrevistados os nomes dos possíveis candidatos. Na simulação que inclui o governador maranhense (e exclui o ex-presidente Lula e o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro), Bolsonaro aparece com larga vantagem, com 29,1% de preferência. Na sequência, aparecem Fernando Haddad (15,4%); Ciro Gomes (11,1%); Luciano Huck (8,1%); o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (6,8%); João Amoedo (4,5%); o governador de São Paulo, João Dória (4,4%), Flávio Dino, com o percentual já informado acima e Wilson Witzel (1,1%). O total de eleitores que declararam não saber em quem votar foi de 5,9% e os que responderam que não votarão em nenhum dos nomes citados somaram 12,2%.

Dilema

A julgar pelo desempenho pífio que seu nome alcançou na pesquisa, Flávio Dino está diante de um dilema. Das duas uma: ou o resultado o convenceu definitivamente de que não tem a mínima chance de pleitear o mandato máximo da República, pelo menos no que se refere a 2022, ou o levará a se lançar com ímpeto desesperado rumo à realização do seu sonho presidencial, tamanha a sua ambição pelo cargo.

Nesse último caso, as consequências poderão ser imprevisíveis para os cofres públicos estaduais, uma vez que para manter suas pretensões ele terá que investir ainda mais pesado para promover e consolidar sua imagem para além das divisas do Maranhão, o que custa caro.

A pesquisa foi realizada em todos os estados do país entre os dias 27 e 29 de abril. Foram ouvidas 2.006 pessoas. A margem de confiança é de 95%, e a margem de erro é de aproximadamente 2%, para mais ou para menos.

Abaixo, os números do cenário 3 da pesquisa, que inclui o nome de Flávio Dino:

 

Por Daniel Matos

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