Covid: Conselho de Medicina diz que flexibilizar Revalida é ‘oportunismo’

O CFM (Conselho Federal de Medicina) classificou como “ação lamentável e oportunista” as propostas em discussão no Congresso Nacional que pedem a flexibilização temporária do Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas) para médicos brasileiros formados no exterior.

A entidade, por meio de manifestado de repúdio divulgado na noite de quarta-feira (29), afirmou que políticos estariam se aproveitando da crise de saúde provocada pela pandemia do novo coronavírus para “ressuscitar” projetos antigos.

“Trata-se de ação lamentável e oportunista, ancorada em distorções, que, se aprovada, exporá a população a outros riscos: o mau atendimento, o mau diagnóstico, o mau tratamento”, diz um dos trechos do documento.

Mauro Ribeiro, presidente do CFM, também publicou um vídeo falando sobre a necessidade de manter os critérios de exigências para garantir a segurança do atendimento médico no país.

“Aproveitando do momento de maior ameaça da história da nossa sociedade em relação a uma doença terrível, altamente transmissível e de uma letalidade muito rápida, para aprovar algo totalmente desprezível, se locupletando no sentido de garantir a esses brasileiros o direito de atender a população brasileira sem mostrar nenhum tipo de conhecimento médico para esse fim”, contestou Ribeiro.

 

A discussão sobre a flexibilização do Revalida é antiga no Brasil, no entanto, ela voltou ao centro das discussões por conta do déficit de profissionais de Saúde em algumas regiões. Segundo o último balanço do Conselho, apenas 8% dos médicos atuam em cidades de até 50 mil habitantes, no entanto, esses municípios representam aproximadamente 90% de todas as cidades brasileiras.

Entre os projetos em discussão está a proposta do deputado Luizão Goulart (Republicanos-PR), que pede a flexibilização temporária da exigência para, segundo ele, ampliar a capacidade de atendimento durante a crise sanitária. De acordo com o texto, o médico brasileiro formado fora do país trabalharia sob a supervisão de um médico chefe, no SUS (Sistema único de Saúde) e os contratos não poderiam passar de dois anos.

Por R7

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