Cajari-MA, um povo roubado e abandonado

Cajari está a 222 km de São Luís e aproximadamente três horas de viagem da capital do Maranhão, é cidade de um povo forte, que não se deixa vencer pelas dificuldades, de homens e mulheres de muita coragem para sobreviver. Porém, nos últimos anos, grande parte da população de Cajari está vivendo meses e dias de amargura e decepção, um verdadeiro pesadelo.

O abandono em Cajari se faz notar e diversos lugares e setores, na educação a situação chega a ser imoral e vergonhosa, o estado precário da escola do Povoado Marabá é um retrato da gestão da prefeita Camila Jansen, nesse caso, sem alternativa, os alunos abandonaram a escola, quem pode teve que ir estudar no povoado Gameleira, Cajari integrou a lista das 137 prefeituras investigadas por suposto esquema de fraude no FUNDEB, fato noticiado nacionalmente pelo programa Fantástico da Rede Globo de televisão e abordado pelo jornalista Jhon Cutrim em novembro de 2019.

A infraestrutura de Cajari pede socorro, e quem ajuda, é a população, que deveria ser ajudada pela prefeitura, como exemplo, a ponte do Taquipe só não caiu graças a intervenção dos moradores, a ponte que deveria ser de concreto, pelo grande fluxo de pessoas e varias tipos de transportes, foi feita este ano, mas segundo informações da comunidade, foi usado madeira velha e a ponte quase desmoronou e deu muito trabalho para a população, que sem terem as condições necessárias tiveram que concertar por conta própria, com troncos de Palmeiras.

O município abandonado, o povo sem perspectiva de dias melhores com a atual gestão, onde até direitos fundamentais são negados. A população já não suporta mais tantos desmandos, irresponsabilidades e supostos crimes cometidos contra o povo que paga os salários dos servidores, dos vereadores, dos secretários e da Prefeita. Porém Cajari é “administrado” pelo Major da Polícia Militar do Maranhão Walteir Araújo dos Santos Filho, esposo da prefeita, ele que é funcionário público do Estado e pago pelo contribuinte do Maranhão, no entanto é visto e encontrado em Cajari de segunda-feira à domingo, com isso, possivelmente, não está exercendo a função de Oficial da Polícia Militar do Maranhão, sem que seus superiores, principalmente o Comandante da Polícia Militar do Maranhão cobre alguma explicação ou tome alguma providência.

A comprovação de possível crime de usurpação de exercício de função pública (usurpar a função pública é, portanto, exercer ou praticar ato de uma função que não lhe é devida, significa apossar-se sem ter direito) no caso da Prefeita de Cajari, está em um áudio atribuído ao Major Walteir, fazendo referência ao Secretário de Saúde do Município, Diego, que estaria realizando barreiras sanitárias sem a autorização deste.

No áudio, o marido da prefeita diz: “eu te digo bem aqui, o Diego(secretário de saúde do município) tá por um fio já na situação, porque eu não autorizei fazer barreira mais, não está previsto, ele tá fazendo por conta própria, e nós vamos tomar as medidas agora sobre a atitude dele aí. Sou contra barreira, contra total. Já foi o momento de ter barreira, agora não é pra ter mais ter. Isso aí vai ser tomada as medidas agora nesse momento que eu tomei conhecimento”. Ouça o áudio:

Código Penal – Art. 328 – Usurpar o exercício de função pública: Pena – detenção, de três meses a dois anos, e multa. Parágrafo único – Se do fato o agente aufere vantagem: Pena – reclusão, de dois a cinco anos, e multa. 

As obras de infraestrutura em Cajari, quase sempre são desprovidas de planejamento, acompanhamento técnico e respeito aos cidadãos, mais um exemplo, foi o arranjo de ponte tipo passarela, que dá acesso aos povoados Cambuca, Ladeira, Enseada grande e itaquipe, a tal ponte foi construída com tabuas e em mesmo de 24 horas quebrou, pois não tinha estrutura pra comportar a demanda do grande fluxo de pessoas indo e vindo dos povoados. A grande obra apelidada de Ponte Pau e Tábua em sua inauguração teve até pré-candidato a vereador presente, mas após o fiasco da ponte ruir, a comunidade mandou muitos recados, “criem vergonha, procurem fazer obras com seriedade e responsabilidade” disse um morador, outro afirmou “deveriam se envergonhar de uma indecência dessa.”

A comunidade de Vila Palmeira vive grandes sacrifícios para se locomover, uma vergonha para a gestão de Cajari, pessoas que deveriam trafegar em uma estrada vicinal, tem um lamaçal, onde as dificuldades são imensas até para quem precisa passar a pé pelo local, de carro ou moto nem pensar, é certeza de muitos problemas até chegar o destino ou simplesmente pode ficar atolado no lugar, um verdadeiro descaso.

Na estrada vicinal que liga Enseada Grande e Itaquipe os sacrifícios são os mesmos para a população de Cajari, em determinados pontos da estrada foi necessário a população aterrar com madeira, fazendo um tipo de ponte na estrada para ter condição de passagem sem sofrer acidentes ou ter prejuízos, porém a comunidade não entende o fato de tamanho desprezo por parte da gestão municipal, para muitos é difícil compreender os motivos de tanto abandono para com o povo humilde e simples da querida cidade de Cajari.

Diante desses fatos, apenas alguns dos muitos que acontecem em Cajari só nos resta perguntar, onde estão as autoridades de controle e fiscalização? Será que além da Justiça ter vendas nos olhos e não poder enxergar o que acontece em Cajari, o Ministério Público está mudo e a Câmara de Vereadores está surda? Certamente caberá somente ao povo, fiscalizar, julgar e usar o voto, a arma mais poderosa que existe na democracia para condenar ao esquecimento aqueles que massacram a cidade de Cajari e toda a população.

Mas, Cajari vai saber punir quem está roubando e abandonando seu povo. Como diz a máxima popular, “no Brasil há dois tipos ladrões: O ladrão comum é aquele rouba sua carteira, seu relógio, seu celular ou a sua bicicleta, o outro tipo de ladrão é aquele que rouba o seu futuro e de seus filhos, os seus sonhos e de sua família, sua alegria, o seu conhecimento, o seu salário, a sua educação, a sua saúde, as suas forças e até o seu sorriso. Porém, a  diferença entre estes dois tipos de ladrões, é que o ladrão comum te escolhe para roubar os seus bens; enquanto o outro ladrão é você que escolhe, para ele te roubar… A outra grande diferença, não menos importante, é que o ladrão comum é procurado pela polícia, enquanto aquele outro ladrão é geralmente protegido pela polícia.”

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