Polícia Civil do Maranhão deflagra operação contra venda de “canetas emagrecedoras” ilícitas e lavagem de dinheiro
Na manhã de 08 de abril de 2026, a Polícia Civil do Maranhão, por meio do Departamento de Combate ao Crime Organizado, deflagrou a Operação Agonista, com a finalidade de cumprir mandados de busca em imóveis relacionados a um indivíduo que tem explorado o comércio ilegal de “canetas emagrecedoras” em São Luís/MA, ação que culminou na prisão em flagrante do investigado.
As investigações apontaram que o suspeito, como pessoa física, tem desenvolvido intensa venda de medicamentos para controle e perda de massa corporal, sem autorização da Anvisa. Fartos elementos apontaram que o investigado vende produtos que contêm as substâncias “tirzepatida” e “retatrutida”, sendo que, em relação a primeira, apenas está autorizada a venda do produto da marca Mounjaro do laboratório Eli Lilly do Brasil, mas em ambiente farmacêutico; já sobre a segunda, nenhum produto está chancelado pela agência reguladora.
Ainda no curso das investigações, descobriu-se que o suspeito possui uma empresa de comercialização de vinhos, a qual, segundo informações da Receita Estadual e da Junta Comercial do Maranhão, fora registrada em 2024, mas nunca gerara nenhum tipo de nota de compra ou de venda, além de estar com a sua situação suspensa, pois foi identificada a ausência de comprovação da origem e integralização do capital social, bem como a falta de demonstração da efetiva existência física e de sua capacidade operacional.
Com base nos elementos produzidos, foi autorizado o cumprimento do mandado de busca nos imóveis relacionados ao investigado, quando então foram encontradas diversas ampolas e canetas de “tirzepatida” das marcas Lipoless, T.G., Tirzec, bem como de retatrutida do laboratório Synedica – sendo que nenhuma delas está autorizada pela Anvisa – além de diversos materiais utilizados para a ilegal manipulação, armazenamento e fracionamento, como seringas, isopores e outros materiais.
Também foi descoberto farto depósito com armazenamento de centenas de vinhos de origem argentina, sem ter sido demonstrada a origem nem a propriedade, além de estar suspensa essa atividade pela Receita Estadual.
Por outro lado, foram apreendidos três veículos e uma motoaquática utilizados pelo investigados, além da quantia aproximada de R$ 69.000,00 (sessenta e nove mil reais) em espécie, sobre os quais há indícios de terem sido adquiridos com o produto dos ilícitos explorados.
Com a apreensão de todo esse material ilícito, o investigado recebeu voz de prisão pelos crimes do art. 273, §§1º e 1º-B, inciso I do Código Penal (vender e ter em depósito à venda produto medicinal e terapêutico sem registro), e da Lei n. 9.613/1998 (lavagem de dinheiro).
A Operação contou com o apoio de policiais do Departamento de Operações Táticas Especiais (DOTE/GRT), Departamento de Combate ao Roubo de Carga (DCRC), e Departamento de Combate a Roubo contra Instituições Financeiras (DCRIF), todas integrantes da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC).
