GUERRA DECLARADA ? “Rixa política” já produz os primeiros confrontos em São Luís
Por Diego Emir (editado)
Logo que foi reeleito governador, um dos primeiros atos de Carlos Brandão (PSB), foi buscar uma reunião com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), visando uma parceria institucional. Ao longo de 2023 foram vários os encontros e uma série de expectativas foram criadas, porém o gestor municipal não demonstrou muito interesse e cada um seguiu seu lado. O chefe do Palácio dos Leões declarou apoio a pré-candidatura de Duarte Júnior (PSB), em resposta, houve provocação e de forma imediata tomada de medidas enérgicas.
No dia 1º de janeiro, Eduardo Braide postou um vídeo anunciando que o Carnaval da Beira Mar seria da Prefeitura de São Luís em uma afronta ao Governo do Maranhão que tem promovido a festa no circuito desde a gestão Flávio Dino.
Como resposta, Brandão fez os primeiros anúncios das atrações do Carnaval e ainda determinou a instalação da comunicação visual na Avenida Beira Mar no dia 2 de janeiro.
Do outro lado, Braide ordenou a retirada das placas de publicidade.
Não aceitando a medida do prefeito, Carlos Brandão ordenou o uso da força policial para nova colocação e manutenção da comunicação visual do Governo do Maranhão. Na noite de ontem, quarta-feira (03), foram disponibilizados policiais militares do BOPE (Batalhão de Operações Especiais) para evitar que os balões (blimps) do governo fossem retirados pela Prefeitura de São Luís nas proximidades da Beira-Mar.
O Governo do Maranhão alega que disponibilizou os policiais para evitar que novamente a Prefeitura de São Luís retirasse as ornamentações, algo que teria sido feito nos primeiros dias de 2024.
DE MAL A PIOR
Antes do ocorrido de ontem a noite na Beira Mar, a CAEMA iniciou uma série de cortes de prédios do poder público municipal na quarta-feira, 3 de janeiro.

Segundo um diretor da Caema, o orgão tentou negociar um acordo por dez meses, mas não obteve sucesso. No total, a Prefeitura deve R$ 170 milhões, mas a proposta de acordo era para pagamento de apenas R$ 36 milhões, de forma parcelada.
“Estávamos há 10 meses negociando com a Prefeitura e infelizmente não assinamos o acordo. Olhe a vantagem: encontro de contas das dívidas de ambas as partes, depois se chegou ao valor da dívida. Em cima desse valor foi retirado juros e multa, depois um desconto de 70%, o saldo parcelado em 12 vezes com entrada de 10%. Arredondando, a Prefeitura teria que pagar 36 milhões”, declarou.
Na manhã de ontem quarta-feira (3), equipes da Caema estavam cortando o fornecimento de água do prédio da secretaria municipal de fazenda.
A Prefeitura de São Luís ainda não se posicionou oficialmente sobre o assunto.
PAGOU PRA VER
Durante agenda que tiveram no ano passado para tratar de obras em conjunto na capital, Brandão cobrou Braide o pagamento da Caema e disse que se o prefeito não pagasse só não iria cortar a água das escolas e unidades de saúde. Mas todos os outros prédios da prefeitura teriam corte, inclusive o Palácio de La Ravardiére.
Após sete anos de parceria entre Prefeitura e Governo entre os anos de 2015 e 2022, nas gestões de Edivaldo e Flávio Dino, agora os dois entes públicos mais fortes do estado voltam às turras, assim como foi Castelo e Roseana entre 2009 e 2012.
Nessa briga, o maior prejudicado será mais uma vez o povo…
