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Justiça manda prender Diego Polary, acusado de matar advogado Brunno Matos

O juiz Gilberto de Moura Lima, da 1ª Vara do Tribunal de Júri, determinou, nesta segunda-feira, 23.10, a prisão de Diego Henrique Polary, envolvido na morte do advogado Brunno Mattos, em outubro de 2014.

A decisão acontece nove anos depois do crime. Três anos após o crime, Polary foi condenado a oito anos de prisão, mas a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do estado aumentou a pena para 10 anos, numa decisão que foi mantida dois anos depois, em 2019, após recursos do acusado.

“Diante do trânsito em julgado da decisão proferida em sede Emb.Decl.No Ag.Reg.no Recurso Extraordinário 1.339.079 (Id.104283425- pg.75), mantendo-se, portanto, inalterada a pena majorada em segunda instância em 10 anos de reclusão, em regime inicial fechado”, disse o juiz Gilberto Lima em seu despacho.

No julgamento de 2017, Carlos Humberto Marão Filho, Diego Henrique Marão Polary e João José Nascimento Gomes foram condenados à prisão pela a morte de Brunno Matos e pela tentativa de homicídio contra Alex. Conforme a decisão, Diego Polary foi responsabilizado por ter sido o autor das facadas que levaram Brunno à morte e foi condenado a oito anos de prisão. Carlos Humberto por participação no homicídio e nas tentativas de homicídio foi condenado a seis anos de reclusão e João José, que era o vigilante da rua na ocasião do crime, foi condenado a um ano de detenção.

O crime – O assassinato do advogado Brunno Matos aconteceu no dia 06 de outubro de 2014, no Olho D´Agua. O irmão de Bruno, Alexandre Soares, foi esfaqueado no abdômen e um amigo deles, Kelvin Chiang, também foi ferido a faca nas costas. Os dois passaram por cirurgias e se recuperaram.

Brunno Eduardo Soares Matos, que tinha 29 anos, foi assassinado a facadas na madrugada do dia 6 de outubro de 2014, após a festa de comemoração do senador eleito Roberto Rocha (PSB), realizada no comitê de campanha do candidato, no bairro Olho-d’Água, em São Luís.

O irmão dele, Alexandre Soares Matos, e o amigo Kelvin Kim Chiang, também foram feridos. Segundo informações da polícia, o crime teria sido resultado de uma discussão por causa do som alto da festa.

Inicialmente, Carlos Humberto Marão Filho, de 38 anos, foi apontado como principal suspeito do crime. No dia 16 de outubro, o vigilante João José Nascimento Gomes assumiu a autoria do assassinato. À polícia, ele disse que não lembra a ordem dos fatos, mas que foi ele quem desferiu os golpes de faca nas vítimas. No dia 21 de outubro o vigilante foi até a sede da Ordem dos Advogados do Brasil da seccional do Maranhão (OAB-MA) e negou toda a autoria do crime. Ele disse que foi coagido por um advogado a assumir a autoria do crime e ainda que teria recebido a quantia de R$ 4,9 mil para declarar-se culpado.

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