
Após apoiar e convocar aglomeração na campanha de 2020, Flávio Dino manda SES autuar Bolsonaro por… aglomeração
O governo do Maranhão, comandado por Flávio Dino (PCdoB), autuou o presidente Jair Bolsonaro por ter promovido aglomerações durante sua passagem nesta sexta-feira, (21), em Açailândia, onde esteve hoje pela manhã em ato oficial. A autuação já havia sido divulgada pelo próprio Dino no seu Twitter, segundo o comunista, a equipe de saúde decidiu lavrar o auto depois da passagem do presidente onde classificou como “sem nenhum cuidado sanitário”.
Jair Bolsonaro foi autuado e responderá processo administrativo sanitário. Terá 15 dias para se defender e, após isso, haverá decisão da Vigilância estadual. De acordo com o auto de infração, as seguintes irregularidades foram constatadas: “Descumprimento da obrigação de uso de máscara de proteção como medida farmacológica destinada a contribuir para a contenção e prevenção da covid-19, em locais de uso coletivo, ainda que privados; promover, em evento da Presidência da República, aglomerações com controle sanitário com mais de 100 pessoas, no endereço Rodovia BR-222, s/n, km 5, Sindicato dos Produtores Rurais, Bairro Parque das Nações, município Açailândia”.

Infelizmente, a memória do Governador Flávio Dino é seletiva, por exemplo, ele “esqueceu” que durante esse mesmo período pandêmico que ainda vivemos e em meio a campanha política do ano passado, precisamente no dia 25 de novembro, na mesma conta do Twitter que hoje ele anuncia a “perseguição” estatal ao presidente Jair Bolsonaro, ele convocou partidários para “aglomerar” na Praça Deodoro em um evento político do então candidato a Prefeito de São Luís Duarte Júnior pupilo de Flávio Dino.
Claro que o Governador Flávio Dino também não “lembra” da convenção do seu partido (PC do B) ano passado, no Ginásio Costa Rodrigues quando se reuniram sem testagem, sem controle de fluxo, mais de 4 mil pessoas, onde compareceram e discursaram, o presidente do PC do B no Maranhão, o Deputado Federal Márcio Jerry e o Secretário de Saúde e Presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, Carlos Lula.

A impressão que se tem é que a memória seletiva de Flávio Dino é do mesmo tamanho de sua incoerência.




