César Pires volta a cobrar informações sobre uso de recursos do FUMACOP

O destino dado a cerca de R$ 700 milhões de reais do Fundo Maranhense de Combate à Pobreza (FUMACOP) arrecadados em 2020 foi novamente questionado pelo deputado César Pires na sessão desta quarta-feira (12), na Assembleia Legislativa. Para o parlamentar, falta transparência à gestão estadual e as informações repassadas tentam dificultar a fiscalização dos atos do Executivo.
“Com tantos recursos do Fumacop, a expectativa que se tem é que o governo venha reverter a pobreza no Maranhão, pois esse fundo foi criado com esse objetivo. Só que essa pobreza no Maranhão de 2015 para cá vem aumentando, e não conseguimos sequer informações transparentes sobre como estão sendo gastos os milhões do Fumacop”, enfatizou César Pires.
Ao criticar mais uma vez a falta de transparência do governo Flávio Dino, o deputado citou a resposta da secretária de Planejamento, Cinthia Mota, ao seu pedido de informações. “Ela citou fomento à pesquisa e à produção agrícola; qualificação profissional, gestão de programas, fomento à pesca, uma série de atividades, sem informar quanto e onde foram aplicados os recursos, numa total falta de responsabilidade com a transparência”, enfatizou ele.
César Pires acrescentou que, em busca das informações da arrecadação do Fumacop, encontrou no site da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) os valores arrecadados do Fumacop que, somente este ano, somam mais de R$ 247 milhões. “Milhões gastos e o resultado é pífio, porque a pobreza só aumentou de 2015 até hoje. Enquanto isso, milhões são gastos em mídia enganosa, para o governo mostrar obras que se arrastam por anos – como a do Araçagi e a MA-006 – e não resolvem os problemas da população”, destacou.
Citando as Catilinárias de Cícero, que ele considera um dos maiores oradores da antiguidade, César Pires leu a frase “Até quando, oh Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda hás de zombar de nós tua loucura? A que extremo há de se precipitar a sua audácia sem freio?”. E afirmou que, no caso do Maranhão, Catilina poderia ser substituída pelo governador, por sua forma de tratar os maranhenses e os parlamentares.
“Não é possível permanecer com a ausência de atitudes corretas, de permitir que o governo se aproprie da fragilidade da oposição para continuar sem dar as respostas que deve à população. Continuaremos cobrando o combate à pobreza e transparência nos gastos dos recursos públicos”, finalizou ele.




